Acesso livre em território proibido
Agora mesmo que já estás comprometida
Indiferença em estruturas corrompidas
Onde qualquer interessado é banido
Que se aquela minoria é favorecida
Já é bastante para continuar fingido…
Fui até o fim meio indefinido
Da altura meio amortecido
Fotografei mesmo com o trepido
Ficar pronta ano que vem, eu duvido…
Se futuro é o planejamento a longo prazo,
Se tudo é tão rápido e não permite o atraso,
É bom imaginar logo desde cedo,
Pra não chegar amanhã em cima de hora.
Aproveitar que o ano começa e tudo está neutro,
Salvo alguns débitos passados a ambição é voraz,
A seleção natural tem feito seu trabalho,
Em mostrar com o que não se deve perder tempo.
Se o corpo é feito de água,
No mar é tudo uma coisa só.
Equilibra-se com os pulmões cheios de ar.
Em ying yang aquático vespertino…..
Um dia Lua visitou minha casa,
Contou do espaço e seu alinhamento,
Disse que nada mais seria como antes,
Que muitas coisas iriam mudar.
Que a fome do mundo não ia acabar,
Que a velocidade iria acelerar,
Que o mar iria adoçar,
Que nossas órbitas iriam alinhar,
Com todo o resto até então nunca visto,
Equilíbrio para quem quiser se curar…
O que seria verdadeiro otimisto,
Olho para o alto e só vejo paredes,
Ascensão de tudo menos do que eu quero,
Agora então, descendo essa corda…
Vai para alto das ruas sem fim,
Mais o fim é o começo pra quem não tem condição.
Ou seria o começo, do fim da ilusão ?
Como não incomodar-se com tanta acomodação,
Como conseguem aprovar quaisquer situação,
Como fazem para negligenciar a captação,
Florianópolis florida de frustração…